terça-feira, novembro 22, 2005

Grande - Amanhã é dia de concerto. Há-de ser um grande concerto. São de certeza já uma grande banda. Ficamos então à espera de um grande concerto. Ficamos à espera porque as coisas podem não correr bem. Ou melhor, podem correr apenas mais ou menos, mal nunca correm, a este nível as coisas nunca chegam a correr mal. Este é, aliás, o problema que ameça sempre os concertos das grande bandas com calendários absurdamente exigentes e cansativos. Sempre que olho para o alinhamento de concertos e datas fico com uma dúvida óbvia: como é possível fazer um bom concerto pela enésima noite seguida? Como é possível conviver todas as noites com alinhamentos muito semelhantes ou iguais? Como é possível fazer um concerto "único" quando estamos perante uma réplica que dura, por vezes, nos nomes maiores, mais de um ano? Enfim, já assisti a tudo! Bandas que actuam quase em Playback, como Korn em 2000 no Pavilhão Atlântico, e bandas como SlipKnot que no último dia de tour, ao fim de mais de 5 meses na estrada, pareciam estar a dar o último concerto da vida, tal a força e a emoção com que actuaram. Certo certo é que, salvo algumas excepções, estas grandes bandas têm sempre a máquina extremamente bem oleada, o que disfarça na maioria dos casos os mais complicados problemas que se possam imaginar. Não há má disposição, cansaço, irritação que faça parar estes gigantescos comboios. As coisas acabam sempre por se compor. Não quero de forma alguma ser pessimista, até porque acredito que estamos perante uma das poucas bandas que apresenta condições para ascender ao trono de "Maior do Mundo" num futuro mais ou menos próximo. E, para isso, têm de ser uns absolutos "fora de série", como acredito que são.
Reportagem prometida.

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