sexta-feira, abril 23, 2004

Confirmação - Ainda em Maastricht, a 14 de Novembro de 2003, a propósito do ataque que jornalistas portugueses sofreram no Iraque, quando tentavam (sozinhos) chegar a um dos locais onde se encontravam tropas portuguesas, escrevi um Post curto mas elucidativo (espero) da minha opinião sobre o caso. Hoje, mais de 5 meses depois, vejo esta notícia: 2 ex-hostages apologize for causing trouble.

Leia-se e pense-se um bocadinho sobre estas diferenças………….. Extremamente significativas na minha opinião

domingo, abril 11, 2004

Loto – Faz quase um ano que não comprava um CD. A última aquisição foi o grande álbum dos Metallica, St Anger, onde a banda rock/metal mais importante dos últimos 20 / 25 anos, e a banda da minha vida, recuperava a velocidade e a raiva de outros álbuns. Agora um ano depois, e a propósito de outra compra fui até à Fnac. Uma vez lá dentro e quando procurava um livro, lembrei-me dos Loto. O single “Back to Discos” tem tido bastante air-play e eu já os conhecia de um bom EP que tinham lançado há cerca de dois anos, do qual se destacou o single “good feeling”. Assim sendo, fui até à zona da música portuguesa procurar o álbum, coisa muito rara visto normalmente não procurar nada nessa zona, uma vez que no género rock/metal as boas propostas (mesmo as portuguesas) estão situadas na zona da música internacional. Bom, a verdade é que o álbum já lá estava e, para surpresa minha, a um preço bastante apelativo – 12,5 €, o que já não encontrava há muito, e desde que o IVA está a 19% muito menos. Agor, após uma semana e meia de audição, posso dizer alguma coisa sobre o álbum e para os que desconhecem, sobre a banda. Os Loto são uma banda de Alcobaça, à semelhança dos The Gift, e fazem parte do “movimento” a que alguém já chamou Madbaça, por comparação ao movimento Madchester em Inglaterra, fundamentalmente por causa das semelhanças sonoras. Com efeito, estamos perante uma banda com muito potencial, que neste primeiro álbum fez um pouco uma releitura da Electro-Pop (dos 80’s fundamentalmente), bem disposta, descomprometida, com “vibrações positivas”, e que levanta o animo a qualquer um. Um álbum que mostra claramente as influências de bandas como New Order (fundamentalmente), mas no qual a banda o assume frontalmente e faz (ou tenta) uma abordagem personalizada. É sem dúvida um bom álbum, que no entanto para quem está familiarizado com o movimento, pode pecar um pouco por alguma falta de originalidade. Para mim, que até há poucos anos atrás conhecia mal o movimento Madchester, o álbum é bastante bom e recomendo uma audição atenta, e quem sabe a compra, eu arrisquei e gostei.

quinta-feira, abril 08, 2004

McKinsey – A última aquisição do Real Madrid das empresas foi o Nuno Martins. Para quem não conhece foi um dos grandes amigos que fiz quando estive em Maastricht. Iniciou o processo há cerca de duas semanas e hoje teve a confirmação. Muitos Parabéns! é um grande feito! Agora prepara-te para trabalhar!
Já agora, na altura não o fiz aqui no DD, mas deixo também aqui um abraço de parabéns para o meu grande amigo Pedro Mêda, que também conseguiu entrar para a McKinsey.
Muitos Parabéns aos dois, e agora ficamos a torcer pelo Gravito que deve ser o próximo a ter motivos para festejar.
Nuno para a semana já sabes! Vais ter de pagar!

quarta-feira, abril 07, 2004

Burros – A propósito da Guerra no Iraque, e sobre as motivações que moveram os EUA e os seus aliados Espanha e Inglaterra (Portugal é um aliadozinho, com tudo de bom e mau que isso significa), muito se tem dito e escrito. Agora, diariamente aparecem provas e testemunhos que esclarecem cabalmente que, por um lado o Iraque não representava o perigo que os EUA e o RU quiseram fazer crer e, por outro lado, não havia qualquer ligação entre o regime de Saddam e a organização de Bin Laden. Perante isto, tenho-me perguntado por que raio é que os EUA fizeram isto. O argumento mais vulgar defende que os EUA queriam relançar a sua economia através da indústria militar das petrolíferas. Como desde o início alguns defendiam, e como a prática o tem demonstrado nada disto está a ser conseguido. Na realidade o que moveu os EUA foi a ideia de que após o 11 de Setembro, o país não podia continuar tranquilo em relação à segurança no seu próprio território. Foi então que a brilhante equipa de Bush pensou num plano global para a pacificação do Médio Oriente. Começando pelo Iraque (com o pretexto das armas de destruição maciça), os EUA iriam retirar Saddam do poder e implementar uma democracia social, sólida e madura, à sua própria imagem (!?!?). Depois do Iraque, e perante o excelente exemplo, iriam estender o seu plano pacifista a outros países ditos de alto risco, nomeadamente a Síria. È aqui que reside, na minha opinião, o ponto mais importante desta questão, mais do que estar aqui preocupado com a ideia de que os EUA querem ser os “polícias do mundo” ou que têm uma atitude imperialista (na prática sempre é melhor ter os americanos com esta atitude do que um qualquer ditador de um país do 3º mundo, para todos os efeitos os EUA são de facto um país democrático) o que me preocupa é que este plano, desde o início, que demonstrava ser extremamente ingénuo e erróneo. Com efeito, seria mais que provável que mais tarde ou mais cedo as coisas se complicassem no terreno. Se é verdade que a maioria do povo iraquiano não gostava do regime de terror de Saddam, é também verdade que o que os EUA se limitaram a fazer, foi abrir a Caixa de Pandora, da qual se vêem agora a saltar inúmeros ditadores, que se alinham para tomar o poder. E ao fazerem-no estão precisamente a originar o banho de sangue que assistimos diariamente no Iraque. O último apoio que os EUA perderam no Iraque foi um dos mais importantes por representarem a maioria da população do Iraque, o dos Xiitas. Ou seja, como no terreno se está a verificar, onde os EUA perdem de dia para dia apoios e consequentemente o controlo, a ideia de pacificar um país arrasando o Status Quo, e simplesmente colocar no poder um grupo da sua confiança era muito muito ingénua. Para além deste buraco sem fundo que o Iraque está a demonstrar ser, em relação ao qual ninguém já arrisca um prognóstico, a decisão de invadir o reduto de Saddam tem um enquadramento global sobre o qual duas posições se têm tomado. Por um lado, alguns (nomeadamente os EUA) argumentam, dando como exemplo as negociações para o desarmamento com a Síria, que o facto de terem retirado do poder um ditador como Saddam, intimidou outros ditadores que assim resolveram colaborar. Nada mais falso, sabe-se agora que as negociações com a Síria começaram muito antes da invasão do Iraque. Outros, como eu, argumentam que a invasão do Iraque foi, antes de mais um gravíssimo erro político e diplomático. Isto porque há já vários anos que Bin Laden propagandeava que os EUA queriam invadir um país do Médio Oriente rico em petróleo. Ora após o 11 de Setembro, como é que os EUA respondem? Invadem o Iraque, fazendo precisamente o que Bin Laden queria, alimentando assim a retórica fanática do Saudita e da sua organização terrorista. A invasão do Iraque veio apenas criar mais argumentos para que por esse mundo fora, em particular no Médio Oriente, se criem novos e renovados ódios contra a ideia de uns EUA e um mundo ocidental em geral, imperialistas. Assim 2 anos e meio depois do 11 de Setembro, o mundo é hoje provavelmente um lugar mais perigoso, onde de dia para dia (ao ritmo das mortes no Iraque) se geram novos fanatismos e ódios contra o mundo ocidental. Tudo porque claramente, esta administração americana tomou uma posição extremamente limitada e redutora, não conseguindo compreender o fenómeno que tinha em mãos, e fazendo, ao contrário daquilo que defende em retórica, uma guerra convencional ao fenómeno do terrorismo. Ao que diz agora um ex-colaborador de Bush, o próprio 11 de Setembro resultou de uma total inoperância e coordenação entre as diferentes entidades da segurança norte americana, nomeadamente entre FBI, CIA e Governo.
Na minha opinião, mais do que qualquer outro motivo, o agravado problema do terrorismo que temos hoje em dia, resulta da incompetência desta administração americana.

“Segundo os analistas, «a recente onda de violência contra os xiitas veio colocar um novo factor na balança. Até agora a guerrilha estava concentrada nas áreas sunitas, mas os EUA parecem estar a perder o apoio tácito dos xiitas, que são a maioria da população do Iraque. Se isso acontecer, não só os confrontos se alargarão a todo o país, mas também a data de transição da soberania a 30 de Junho terá de ser adiada. Ademais, a situação poderá exigir o envio de mais soldados para o Médio Oriente e a sua manutenção no local por muitos anos, o que aumenta a incerteza em relação ao futuro e o peso desta situação no orçamento norte-americano».”
In Diário Económico 06/04/04

Sobre a forma como acho que deveria ser levado a cabo este combate, discutindo por exemplo a opinião de Mário Soares, irei escrever no DD dentro em breve.

domingo, abril 04, 2004

Nostalgia – Hoje apeteceu-me rever alguns momentos do meu Erasmus, e então estive umas boas 2 horas (claro que não vi todas) de volta das nossas fotos e filmes. E foi sem dúvida um sentimento de nostalgia o que me invadiu, desde a abertura das hostilidades no “Salão de Casamentos e Baptizados” do Nuno e do Gonçalo, com a festa de anos do Nuno, passando por inúmeras noites no Meta, até à épica viagem a Berlim, tudo vi com enorme saudade. Numa abordagem mais positiva, é óbvio que me fartei de rir especialmente com os nossos filmes………….. E relembrei o facto de, desde que chegámos ainda não estivemos todos, rigorosamente todos juntos, a Portuguese Máfia ainda não se conseguiu juntar. Mentira, já tivemos juntos no Jantar de Erasmus, mas nós os nove, ainda não nos juntámos para rever todas estas fotos, filmes e até documentos e fazer um rescaldo oficial, sim porque o que não tem faltado são ocasiões onde nos podemos rir à grande contando as (até agora inultrapassáveis por qualquer outra comitiva portuguesa que tenha estado em Erasmus ao mesmo tempo, e quem sabe de todo o sempre!) nossas grandes aventuras.
Portanto amigos, agora quando as aulas recomeçarem e com todos os elementos regressados do Brasil, Salamanca e sei lá mais de onde, temos de nos reunir para rever tudo isto, que digo-vos parece whisky! Quanto mais tempo passa, melhor ficam as fotos e os filmes, simplesmente genial!

sábado, abril 03, 2004

25 Anos – O almoço que vai assinalar o relevante acontecimento é amanhã, mas a data exacta festejou-se na 4ª feira passada dia 31 de Março. Não querendo entrar no lugar comum de que hoje em dia isso é cada vez mais raro (na verdade nem sei se será verdade, ou se é antes uma daquelas frases/ideias feitas que se tornam “verdade”) a verdade é que 25 anos de casamento é uma grande data e merece sem dúvida ser assinalada. Por isso queria deixar aqui do DD um grande abraço aos meus pais, e um GRANDE Obrigado por tudo o que me têm ensinado e dado a conhecer.

Parabéns!