domingo, março 28, 2004

Erasmus – Já passou uma semana mas, ainda assim, justificam-se umas palavras sobre a semana de Erasmus que terminou faz hoje uma semana. Em duas ocasiões o espírito de Erasmus invadiu a minha rotina lisboeta. No dia 17 de Março, 4ª feira, juntámos cerca de 60 amigos (maioritariamente da FEUNL mas também do IST por exemplo) que tinham estado em Erasmus no último Inverno (genericamente de Agosto 2003 a Fevereiro 2004). Fizemos um jantar no Sapador e depois ficámos em Santos até bastante tarde (alguns de nós). Foi um jantar extremamente animado onde, na minha opinião, e felizmente na da maioria dos que lá estiveram, o espírito de Erasmus esteve presente. Senti que durante algumas horas fizemos uma festa verdadeiramente à Erasmus, com a animação, disparate, cantoria, risadas, alegria, convívio entre pessoas que não se conheciam, como tantas e tantas vezes acontecia em Erasmus. Aquilo a que nos propúnhamos penso que foi conseguido, com toda a gente a falar em repetir o acontecimento, e já com alguns a sugerirem que para a próxima se convidassem também os alunos estrangeiros que estão neste momento na FEUNL, acho uma excelente ideia.



No fim de semana seguinte, o espírito de Erasmus continuou, com a visita da Nicole. A Nicole é uma Holandesa de Maastricht, que faz parte do ESN, o grupo de estudantes que tão bem nos recebeu nos fantásticos 4 meses que passámos em Maastricht. Neste momento é ela quem está em Erasmus, em Salamanca, e assim, estando aqui tão perto, resolveu visitar-nos. Com ela vieram ainda uma amiga Holandesa, duas Mexicanas e uma espanhola de San Sebastian (a terra adoptiva da Mafalda ;). Chegaram 6ª feira de manhã e voltaram para Salamanca no Domingo à tarde. Durante a sua estadia, o Nuno e o Daniel foram os anfitriões de serviço, comigo (principalmente no Sábado) o Gonçalo e até a Catarina a ajudar. E foi um prazer, passear com elas por Sintra, Guincho, Cabo da Roca, Centro de Lisboa, e mostrar-lhes muito daquilo que a região da grande Lisboa tem de bonito. Tudo isto no Sábado, dia que terminou com um jantar na rua do Coliseu dos Recreios, onde as nossas amigas puderam provar o famoso Bacalhau (no caso à Brás). Mais uma vez gostei imenso de estar com elas e sentir um pouco da experiência que estão a ter, partilhar histórias e hábitos dos diferentes países, recordar também grande momentos em Maastricht, e perspectivar futuras visitas. Ao que ouvi dizer é possível que alguns elementos da comitiva de Maastricht viajem até Salamanca já nas férias da Páscoa, fiquem atentos que o DD dará informações.

sábado, março 27, 2004

1000 - Seis meses depois, e já com Maastricht (o berço) bem distante, o DD ultrapassa a marca das 1000 visitas. Muito me admira, mas de qualquer forma obrigado a quem tem passado por aqui.

P.S: anda adormecido mas longe de estar em coma.............

domingo, março 07, 2004

Calma e tranquilidade #2

Raramente conhecemos alguém de bom senso, além daqueles que concordam connosco

Autor: La Rochefoucauld, François

sábado, março 06, 2004

Limp Bizkit – Na passada 6ª feira os Limp Bizkit passaram por Portugal pela 3ª vez. Aquela que é provavelmente a banda mais famosa do defunto movimento neo-metal, veio a Portugal dar um grande espectáculo. Claro que desta vez tudo foi mais calmo. O Pavilhão Atlântico estava aproximadamente a 70% da sua capacidade, quando há três anos atrás a banda deu dois concertos, o ambiente na plateia e nas bancadas era também mais tranquilo, exceptuando, claro está as mosh-pits onde a “animação” é sempre muita. No entanto, por parte da banda pareceu-me existir um maior entusiasmo. Provavelmente isto acontece porque Lisboa foi desta vez a primeira data da nova tour, do novo álbum, quando em 2001 Lisboa foi já uma data final da promoção de um álbum multi-platinado, e à data já muito tocado pela banda. Por oposição a uma atitude mais positiva da banda, que claramente estava muito entusiasmada pelo regresso à Europa com novas musicas e com um novo espectáculo, o público esteve mais calmo. A verdade é que o mais recente álbum da banda, Results May Vary, já está um pouco mais afastado das influências hip-hop que tanto sucesso trouxeram à banda. Neste álbum, Fred Durst (principalmente) e companhia, optaram por explorar influências mais rock, mais pesadas, mais negras, quem sabe piscando o olho a influências confessas como Nirvana, Alice in Chains e Metallica. As consequências para a euforia que rodeava a banda são óbvias. Mas se juntarmos ainda a esta ligeira mudança sonora, a saída do carismático guitarrista Wes Borland (no Pavilhão Atlântico viram-se ainda muitas caras pintadas), podemos talvez perceber o que são os Limp Biskit de hoje. Desde o cenário, passando pela aparência da banda (Wes Borland era de facto extremamente carismático, sendo que a sua posição de número dois da banda só podia mesmo acontecer numa banda liderada pelo galáctico Fred Durst) até à sonoridade actual, tudo nos Limp Bizkit aponta mais para um enfoque na música, na capacidade de tocar bem as suas músicas e de dar um concerto verdadeiramente Rock, com guitarras distorcidas e riffs bem fortes. Ao passar de um enorme circo que foi a tour de 2000-2001, com imensos elementos de pirotecnia por exemplo, para algo mais sóbrio e centrado na música (que está melhor) os Limp Biskit claramente estão a deixar alguns fãs para trás. No entanto isto seria provavelmente inevitável e saudável, pois com o ultimo álbum a banda subiu a um patamar de notoriedade que dificilmente seria sustentável. Nesta evolução vejo claramente muitas vantagens, genericamente porque a estagnação e/ou repetição são sempre muito negativas, e porque na prática este é um disco melhor, mais bem construído, mais ambicioso e mais arrojado.
Quem gosta de música gosta de projectos assim.