sábado, janeiro 31, 2004

Calma e tranquilidade

Se choras porque perdeste o sol, as lágrimas não te deixarão ver as estrelas

Tagore, Rabindranath - Índia [1861-1941], Escritor

quarta-feira, janeiro 28, 2004

Palhaçada – Já tudo e mais alguma coisa se fez e disse sobre a morte do Féher. Hoje foi o funeral e em princípio vamos deixar de ter telejornais de 1h30m em que 1h é gasta a ouvir os lamentos de todo um país. Vamos voltar ao normal, com noticiários a demorarem 1h30m em que 1h é gasta com histórias do Fernando que matou a sogra, a mulher e a filha porque a sopa lhe queimou a boca.
No entanto, e embora tudo já tenha sido dito, há algo que me pareceu evidente, todo este processo foi uma vergonha para o país. Em primeiro lugar, e aquilo que mais me chocou, foi o tipo de cobertura jornalística dada ao acontecimento. Disto destaco os vergonhosos separadores que as televisões fizeram com imagens do Féher a cair por terra ( a morrer!) e dos colegas a chorarem desesperados. Chegaram ao cúmulo de colocar por cima, melosas músicas a puxar para o melodramático, uma vergonha! ao pior estilo de uma novela da TVI. Trata-se de algo inqualificável, que de tão óbvia gravidade ética, me espanta que ninguém naquelas redacções tenha tido 2 dedos de testa para impedir. Na rádio por seu lado, e em rádios genericamente boas como a TSF, foi também um perfeito disparate com pessoas que sabem dizer umas coisas sobre bola (sim, porque perceber de facto, frequentemente tratam de nos colocar dúvidas) a dizer as maiores baboseiras sobre o tempo que a ambulância demorou, sobre o facto de entrar de marcha-atrás, completamente histéricos, não percebendo que era momento para dar espaço ao silêncio, à calma, no limite ao fecho da emissão, (que se prolongou noite fora com exercícios de especulação rocambolescos) tentando logo após 5 minutos, encontrar bodes expiatórios, para um acontecimento sobre o qual não percebem rigorosamente nada! Em segundo lugar, é de assinalar a quantidade de políticos e figuras “públicas” que vergonhosamente se colocaram em bicos de pés, para tirarem partido mediático do falecimento do jogador. E isto dos políticos tem muito que se lhe digo. Porque se é verdade que cada um tem a visibilidade que tem (e por isso não comento estas ondas de compaixão que atravessam o país de quando em vez), o que é certo é que não se vê romaria (política) alguma aos velórios e funerais de, por exemplo, trabalhadores da construção civil que morrem frequentemente nas obras públicas, esses sim a contribuir directamente para o enriquecimento do país, não de empresários ou dirigentes desportivos (como, infelizmente para os jogadores, se passa com a esmagadora maioria deles).
É portanto uma palhaçada, que em nada dignifica a morte de Féher, o comportamento de políticos e jornalistas nestes últimos dias. E não é sempre……….?

domingo, janeiro 25, 2004

Meio milhar – não é que ande a fazer muito por isso, pelo menos ultimamente, mas é sempre de assinalar o facto de um Blog, seja ele qual for, ultrapassar as 500 visitas. Claro que fica o agradecimento a todos os que por aqui têm passado, muitas vezes em vão pois nada de novo há para ler ou ver. Para festejar precisamente esta data, na próxima semana o DD vai ter novidades.

Se tiverem paciência voltem cá para ver…………….

quarta-feira, janeiro 21, 2004

Desaparecida em Combate – Faz hoje uma semana que retomei a escrita no DD, a primeira vez desde que voltei a Portugal. Para além de não ter ainda introduzido as alterações que pretendia, ando a sentir algo muito estranho. A verdade é que não tenho tido qualquer tipo de inspiração para escrever aqui no DD. Tenho pensado muito nisto. Por um lado, não quero perpetuar os comentários, os balanços, as reflexões sobre a experiência de Erasmus, berço do DD. Mesmo que sobre estes 4 meses muito ainda haja para dizer. Por outro lado, em Portugal e na vida de estudo que tenho levado nos últimos dias, nada de relevante há para debater ou opinar. Aparentemente, estar num local diferente, com novos amigos, com novas experiência era a origem da minha inspiração e vontade de escrever.

Ou então não!, e trata-se somente de preguiça………….

segunda-feira, janeiro 19, 2004

Interrupção – Esta semana sou obrigado a fazer finalmente uma paragem nas minhas férias. Bom! e meus amigos! Recomeçar a estudar depois de quase um mês sem fazer nada, é bem complicado! Afinal faz hoje precisamente um mês que entreguei o último trabalho em Maastricht na véspera de um fim-de-semana memorável que foi marcado por uma onda de loucura e de festa constante a que nenhum dos residentes da saudosa GuestHouse conseguiu escapar. No entanto, nunca é demais referir o rigor e a dificuldade do “Exame” a que os elementos da comitiva portuguesa foram sujeitos (excepto alguns copinhos de leite). Muito sofremos nós, e no fim apenas os mais fortes conseguiram passar mesmo que com notas bastante baixas.

A propósito disso, ainda hoje estou à espera das notas das duas cadeiras (a sério) que fiz em Dezembro

domingo, janeiro 18, 2004

Benfica - Depois de meses a frio (queria escrever a fio mas também fica bem assim dadas as temperaturas que apanhámos) a difundir a fé por essa Europa fora é agora tempo de ir a "Meca".

E claro antes e depois todos nós vamos brindar a "um Portugal Melhor, a um Portugal Benfiquista!"

sexta-feira, janeiro 16, 2004

Balanços – Ainda em Maastricht escrevi um post sobre a experiência de Erasmus. Nesse post onde reflectia sobre um sentimento de nostalgia antecipada, terminei adiando um balanço para uma altura mais apropriada. Agora que já passou quase um mês desde que a maioria da comitiva portuga abandonou Maastricht, não sei se é a altura mais apropriada mas apetece-me escrever algumas linhas. De facto se quiserem ler um relato muito interessante do que foi a experiência de Erasmus, com especial enfoque nos últimos dias, e todos os sentimentos associados à despedida, vão ao Blog do Daniel que, como já nos habituou, escreveu alguns Posts muito bons.
Por mim, e estando agora de volta a Lisboa, é me agora relativamente fácil, especialmente porque posso ver as coisas em perspectiva, concluir que a experiência de Erasmus em Maastricht foi excelente, fantástica e que vai marcar para sempre a minha vida. Rigorosamente a todos os níveis, académico, pessoal (grandes amigos!), profissional, a experiência foi extremamente valorosa. Muitas vezes tenho recordado aquelas alturas em que tive quase para não concorrer ou mesmo a noite anterior à partida, onde o nervosismo, a ansiedade de partir para o desconhecido me queria “prender” cá e outros momentos de incerteza em relação ao valor de uma experiência deste tipo. A verdade é que uma vez em Maastricht e em grande parte devido à excelente recepção que nos fizeram (ESN – ainda estou a dever um Post que faça jus ao que fizeram por nós por oposição ás palhaçadas das praxes que tanto se defende em Portugal), desde o primeiro dia que as coisas correram extremamente bem. Passados 4 meses foi com alguma tristeza que deixei para trás tudo aquilo, uma excelente cidade, universidade, amigos de vários pontos do mundo, e a própria vida de estudante de Erasmus. No meio da tristeza fica no entanto a certeza (e agora um lugar comum mas que tem toda a razão de ser) de que se não me sentisse assim significaria que a experiência não teria sido tão boa ou mesmo má. Como não foi isso que aconteceu, agora já à distância de cerca de 1 mês, é com muitas saudades que observo as fotos, os postais e todas as outras recordações destes 4 meses fantásticos.
A todos os que ainda não tiveram esta excelente oportunidade de estudar no estrangeiro ao abrigo do Programa Erasmus é óbvio que recomendo vivamente pois acreditem que é algo que muda a nossa vida, ou pelo menos a forma como lidamos com a vida (sendo que isto é exactamente o mesmo.......). Luxo é mesmo desperdiçar uma oportunidade destas.

Um grande abraço para a administração da Guesthouse!

quarta-feira, janeiro 14, 2004

Regresso – O DD regressa (finalmente) à actividade. Depois de deixar Maastricht, local onde ele nasceu, o DD só agora tem condições para o tantas vezes pensado regresso. É certo que poderia ter recomeçado mais cedo mas pensei que para escrever no DD de novo, a primeira vez longe de Maastricht, teria de ter todas as condições. Para além disso não tenho tido muito tempo em casa sossegado, mesmo de férias (durante mais alguns dias apenas) tenho tido muitas coisas com que me ocupar (ou então não! Dirão os que andam bastante mais atarefados com exames)
Neste regresso do DD à Blogosfera tenho a intenção de introduzir algumas mudanças visuais e naturalmente de conteúdo visto que a estadia em Maastricht, o contexto em que ele nasceu, acabou. Claro que não me atrevo a apontar datas para isto.

Bem vindos novamente