quarta-feira, dezembro 17, 2003

Curioso – Aqui em Maastricht a comitiva portuga, assumiu como músicas de ERASMUS, como a banda sonora da nossa experiência/aventura, várias composições que vamos ouvindo, mais ou menos amiúde, nas rádios, TV’s, bares e discotecas locais. Por isso mesmo, alguns de nós, têm tentado compilar todas essas músicas para mais tarde recordar. Claro, algumas foram muito fáceis de encontrar, outras mais difíceis. Sobre uma em particular, a qual apelidamos de “terroutoutou”, por referência óbvia à melodia, ainda não conseguimos saber o nome ou o compositor sequer (e essa é um Grande Clássico!). Mas claro outras há que vamos encontrando. Agora surpreendente (ou então não, dirão muitos de vocês) é ir ouvir (descobrir) na BestRock Fm! (Portugal), uma música de uma cantora Holandesa! que se houve bastante por aqui, uma das que mais nos têm custado encontrar.

Vamos a um cliché: são os efeitos de um mundo crescentemente globalizado onde hábitos, costumes e valores se difundem a uma velocidade impensável em épocas passadas.

Isto tudo para vos falar apenas de uma coisa curiosa…………

Se calhar isto deveria ir para a categoria Post-que-não-interessam-nem-ao-menino-Jesus

terça-feira, dezembro 16, 2003

Tou que nem posso (3) – A minha estadia em Maastricht está a acabar, e pensaria o caro leitor, “anda a divertir-se à grande e a aproveitar o ERASMUS até ao fim”. Pois bem, tal como alguns defendem, tudo na vida é relativo e podemos considerar que estudar para um Exame e escrever um Paper é divertimento à grande. A verdade é que na próxima segunda-feira estou de volta a Portugal e apenas na 6ª feira de manhã é que me vou libertar destas duas obrigações. Paciência. Desta forma vou aproveitar todos os minutos deste derradeiro fim-de-semana para me despedir da cidade, das pessoas, dos holandeses, e desta experiência excelente que foi estudar e viver em Maastricht.

Até lá..........muito trabalho………

domingo, dezembro 14, 2003

Por um Portugal melhor, por um Portugal Benfiquista – Desde que estou em Maastricht, e já lá vão quase 4 meses, que percebo um pouco (muito pouco), o que é ser emigrante. De facto tudo o que diz respeito a Portugal, é ouvido, observado, comentado com outra atenção, com um sentimento um pouco diferente. Eu que nada tenho de nacionalista ou patriota sequer, sinto agora outro gosto, outro orgulho quando falo do que mais português têm Portugal. E o que é que Portugal tem de mais português? O Benfica! A verdade é que me sinto mais benfiquista que nunca, agora que estou aqui nos Países Baixos (ainda que por apenas mais uma semana). Para ajudar à “festa” não estou sozinho, e excepto uma lagartixa (algo convicta) e outras duas portistas (deslavadas) que estragam o ramalhete, toda a comitiva portuga é Benfiquista.
Muito se tem discutido sobre a importância relativa ou absoluta do Glorioso, e sobre isso muito tenho pensado. Não só tenho pensado como tenho observado, escutado, e lido. E destas minhas pequenas “pesquisas” resultam alguns factos que me parecem indiscutivelmente indiciadores de uma superioridade inabalável por parte do Glorioso.
Caro leitor atente ao seguinte, qual é a cor dominante nos “símbolos” que se seguem?

- Coca-Cola
- Ferrari
- Pai Natal
- Sangue
- Coração
- Capa do Toureiro
- Tabasco
- Veículos dos Bombeiros
- Mar Vermelho
- Barão Vermelho
- A estrela símbolo máximo de Maastricht
- Bandeira de países poderosos e influentes: EUA, RU, China, Ex-URSS
- Esquerda Política

E muito mais haverá! O leitor mais atento, aquele que é um bom chefe de família que me perdoe, certamente terá muitas mais referências de peso para aqui serem colocadas.
Claro que pessoas de outros Clubes, que não uma instituição da grandeza do Benfica, dirão: “mera coincidência!” ao que eu respondo naturalmente: “pior cego é aquele que não quer ver!” E a verdade é que é a clubite aguda que reina em Portugal, com todos os adeptos de clubes menores e sem tradição no futebol mundial, a não reconhecerem a grandeza e a superioridade imensa de um Clube que é alma de uma Nação. Por todos esses infelizes apenas nos resta sentir alguma compaixão (pouca) e brindar, mesmo com esses, se se sentirem dignos de tal, brindar “por um Portugal melhor, um Portugal BENFIQUISTA!”

Que a águia vos acompanhe

No comment (3) - CDS-PP: "Mundo ficou indiscutivelmente mais seguro" com captura de Saddam

Ventos de Mudança – Começam agora a surgir dentro da Igreja Católica alguns sinais de mudança em relação à temática do aborto. Nunca Ventos de Mudança, são quando muito umas brisas de mudança, mas ficava melhor no título do Post. A verdade é que mesmo esta tomada de posição tímida de D. Armindo Coelho, Bispo do Porto, já revela alguma evolução na posição da instituição.

Fica ao critério de cada um julgar o verdadeiro alcance desta posição………

sábado, dezembro 13, 2003

Reformas estruturais – uma das expressões de ouro da política portuguesa. Frequentemente ouvimos os nossos políticos a defender a necessidade de reformas estruturais, em particular dos serviços públicos. Sejam eles a educação, a saúde, a administração interna. Aparentemente temos várias áreas do serviço público que necessitam de reformas estruturais. Mas afinal o que vem a ser isso de reforma estrutural? Bom, para já é uma expressão que encaixa bem em qualquer discurso político mais ou menos vazio, soa bem, o Povo gosta, é sinal de que algo de “sério” e de profundo irá mudar, ou de que tem de mudar. É aqui que começam os problemas. Com efeito, muita coisa tem de mudar, mas não é de reformas estruturais que precisamos. O que precisamos simplesmente é que algo seja feito! Que se comece a trabalhar por algum lado! Não se pode andar legislaturas inteiras a defender reformas estruturais que mais não são que uma forma de se adiar eternamente o inicio de um trabalho sério que é urgente que se faça.
Mas não, os nossos políticos preferem falar em algo tão grandioso, importante e abstracto como “reformas estruturais”, e assim ninguém consegue (mesmo aqueles que querem) começar um trabalho sério de melhoria de várias áreas onde Portugal é deficitário.
E agora que penso bem se calhar os políticos até têm razão, os SôDôTôres tiraram cursos, sabem falar estrangeiro, e portanto lá sabem. De facto Portugal dá uma melhor imagem de si próprio se for difundida a ideia de que é necessário, por exemplo, uma reforma estrutural na Administração Interna. É muito mais nobre, do que defender a comprar de novos veículos, armas, rádios, telemóveis para as nossas forças policiais, isso é muito corriqueiro, até parece algo que se pode fazer……………

Notícias que não interessam nem ao menino Jesus – Começo hoje aqui no DD uma nova rubrica. Uma rubrica informativa, pois acho muito importante apresentar aqui factos e não apenas disparates e postas de pescada. Estas serão sempre notícias que pela sua importância despertarão, quando muito, o interesse da vedeta da época do ano que atravessamos daí o sugestivo nome com que baptizei a rubrica

#1 Notícia não-interessa-nem-ao-menino-Jesus

Morreu a orca de «Libertem Willy»

sexta-feira, dezembro 12, 2003

Christmas/goodbye floor dinner – Ontem tivemos aqui no C3-10 (a denominação do corredor onde eu e a Filipa vivemos durante cerca de 4 meses com mais 15 pessoas), um jantar de corredor. Mas este foi um jantar especial por várias razões. Em primeiro lugar a temática foi o Natal, sendo que até trocámos algumas pequenas lembranças/gifts/regalos entre nós. Por outro lado, foi o primeiro jantar que fizemos e também o último, pois as partidas começarão já na próxima semana (outro dos motivos para a realização deste jantar). A razão para a não existência deste tipo de jantares é simples. A verdade é que pelo facto de termos uma cozinha comum, convivemos muito uns com os outros (no meu caso nem é bem assim, mas mais à frente……) sem que seja necessário a realização de jantares para esse efeito, como acontece por exemplo no P-Building. Assim trocámos prendas e iniciámos a troca de moradas, telefones, e-mails, tão característica destas fazes finais. Ficou a convicção de que não é por acaso que no meu corredor tudo correu sempre bem. De facto, tratam-se todos eles, de pessoas bastante respeitadoras, simpáticas e amigáveis. Talvez tenha alguma pena de não os ter conhecido um pouco melhor, afinal sempre foram as pessoas (excepto os portugueses) com quem me cruzei mais vezes. Mas claro, o tempo não é elástico e os meus amigos acabaram por ser de outros corredores ou edifícios da GuestHouse. Para além disso, e hoje consegui perceber bem isso, de uma maneira geral eles são algo reservados, e também entre eles não se dão de forma tão cúmplice como eu pensava (execepto intra-nacionalidades)
Claro que me lembrarei sempre deles com alguma saudade.

Mesmo que ainda não tenha conseguido decorar o nome de alguns…………

quinta-feira, dezembro 11, 2003

Última – Hoje vou ter a minha última aula na Universiteit Maastricht. Vai ser hoje que vou pela última vez participar numa aula onde o método é o polémico PBL (Problem Based Learning). Muito se tem discutido, sobre a validade deste sistema. De facto, e na minha opinião o ponto mais fraco, o poder discricionário que é dado aos Tutores, retira alguma da virtude a este método, nomeadamente devido a discrepâncias ao nível das notas atribuídas, informação/feedback dado ao aluno, profundidade/interesse da discussão. Ainda assim, é (também) este método que faz de Maastricht a melhor Universidade do país, pelo menos nas áreas de Gestão e Economia. Independentemente disto, para nós, alunos de ERASMUS, conviver com um sistema diametralmente oposto ao português (basicamente PADRE – MISSA) foi extremamente positivo, e penso que nos terá ajudado muito, fundamentalmente ao nível das competências comunicacionais e linguísticas, para além de nos ter dado a oportunidade de trabalhar em contacto mais directo com papers, ensaios académicos e literatura científica em geral.
De qualquer forma o importante é que foi muito bom (também) ao nível académico ter escolhido Maastricht, e que também a este nível tudo está a acabar.

É pena………………….

Escolha – Sugiro que leiam este artigo do Fernando Rosas , esse esquerdista inveterado. Mas façam o seguinte, não dêem demasiada importância à retórica contundente desta “esquerda caviar” e claro, o parágrafo onde ele promove a recolha de assinaturas é também no mínimo, descabida no contexto deste texto de opinião.
Este texto trata de forma muito interessante a problemática de uma corrente algo fundamentalista ou extremista (eu até tenho algum receio de usar estas palavras, porque quando vejo o Rosas a falar em extrema-direita pergunto-me sempre se ele terá espelhos em casa, ou se estão todos tapados com plantas de Cannabis) que vemos hoje atravessar o nosso Governo, paralelamente à discussão clássica e fundamental da problemática da interrupção voluntária da gravidez.

quarta-feira, dezembro 10, 2003

Réplica - Mesmo a calhar este Post do Gato Fedorento. Como resposta ao meu Post da Repressão.

Cito:

NA ESTRADA: O problema da falta de civismo nas estradas portuguesas radica no permissividade com que vemos os bebés aprender a andar. Senão, reparem: o bebé, mal se aguenta nas pernas, desata a andar em todas as direcções numa velocidade claramente acima da sua capacidade de controlo. Só pára quando esbarra contra qualquer objecto que esteve sempre à sua frente, estatelando-se no chão. Não respeita nada, nem ninguém. Não se preocupa com a sua integridade, nem com os danos materiais que pode causar.
O que é que nós fazemos? Punimos? Não. Rimos. Quando choca contra nós, rimos. Quando cai de cu, rimos. Quando se inclina para a frente para tomar balanço, tiramos os pratos da mesa e depois rimos. Com isso, estamos a encorajar um tipo de comportamento que, mais tarde, nos vai causar transtornos.
Falo da forma como alguns idosos escolhem para se locomover, devagar e na diagonal, dificultando o trânsito pedestre. “Velho que hoje caminha enviesado, bebé que a andar foi mal ensinado”. Podia ser a epígrafe dum Código do Peão. Infelizmente, não é. ZDQ

No comment (2)
First place in Keuzegids Hoger Onderwijs (Choice guide Higher Education)

Universiteit Maastricht (UM) is the university with the best education. According to the Keuzegids Hoger Onderwijs 2003-2004, that came out today. UM beats the universities of Enschede and Eindhoven with an end mark of 7.10. The gradation is based on the judgements of students and experts (visitation committees) together.

UM sees this mark as ‘university with the best education’ as an acknowledgement for the quality of UM courses in terms of substance and organization, the ability to study and facilities. The judgement of the Keuzegids should be an incentive for both national and international students to choose Maastricht as a good internationally orientated place to start a bachelor and/or master course.

No comment - Empreitadas americanas e dos paises amigos que defendem valores Universais como a Liberdade e a Democracia para todos os povos do Mundo.

terça-feira, dezembro 09, 2003

Repressão – Em Portugal o número de acidentes rodoviários continua elevadíssimo. Depois de ler esta notícia lembrei-me de algumas conversas que tenho com alguma frequência com o meu pai. De facto em Portugal conduz-se mal, fundamentalmente porque se conduz muito depressa. Claro que há outras práticas, como o estacionamento em cima do passeio que atestam bem da falta de respeito que se tem pelos outros cidadãos. Até aqui são factos, a discussão começa na forma de lidar/combater estes comportamentos. E é aqui que Portugal está verdadeiramente mal. A generalidade dos políticos em Portugal defende que a condução é uma “questão de civismo”, ora aqui está uma das expressões de ouro da política portuguesa! (a par de outras como Reforma Estrutural, sobre a qual me prenunciarei em breve). De facto, os nossos políticos, e pondo de parte (por agora) a hipótese da falta de cultura e conhecimento, mentem aos portugueses defendendo que a forma de combater a sinistralidade nas estradas é cada um de nós aumentar o seu “civismo ao volante”, ora eu acho que tenho uma condução cívica, cuidadosa! E todos os portugueses julgam o mesmo! É esse o problema! É quando os nossos políticos fazem referência a países como a Suécia, Holanda, Noruega para invocar questões de civismo que nos estão a mentir. Porquê? Porque na realidade nestes países as pessoas têm a famosa “condução cívica” devido ao facto de já há muitos anos conviverem com uma realidade muito diferente da nossa. Uma realidade onde de a violação das regras é MESMO punida, é tão somente isso, não há qualquer segredo ou formula mágica. Em Portugal no entanto, punir quem viola as regras do código da estrada é considerado “caça à multa”, ou de forma mais indignada de repressão. E isto é feito tanto por condutores como por políticos, veja-se o caso do brilhante autarca Macário Correia que por altura da Tolerância Zero na EN125, se meteu num carro com jornalistas e lhes foi mostrar os locais onde a GNR se encontrava colocada numa atitude de “vergonhosa caça à multa”. Uma salva de palmas para os autarcas deste país que defendem desta forma convicta e activa os interesses do Povo (outra expressão de ouro da política portuguesa).
Os exemplos que os políticos deveriam ir buscar são por exemplo o Espanhol, Francês ou Italiano, países onde se conduz tão mal (com o mesmo nível de “civismo”) como em Portugal mas onde as taxas de mortalidade rodoviária são claramente inferiores. Assim se vê que a dita repressão tem resultados práticos mais que qualquer tentativa de educação (que ainda assim concordo que tenha algum valor).
O problema da condução, e os políticos sabem disso, é estar muito dependente da percepção de cada um, neste caso de cada condutor. Aquilo que é uma condução perigosa para alguns é uma condução cuidadosa para outros. Assim é necessário que se estabeleçam regras rigorosas para o acto de conduzir. Isso já temos em Portugal. Falta então simplesmente aplicar a Lei. Para ilustrar bem a bandalheira que vai em Portugal no combate sério à sinistralidade termino com dois exemplos:
- Campo Grande, Lisboa. Desde que me conheço que sei (várias vezes vi com os meus próprios olhos) e toda a gente sabe, que nos túneis do Campo Grande há GNR com radares. Reparem que ai é um sítio onde tipicamente se diminui a velocidade. A questão é: porque é que toda a gente sabe mais ou menos os sítios onde a polícia está em Lisboa? Será assim tão difícil à GNR surpreender os astutos condutores Alfacinhas? Ou é antes uma grande falta de vergonha na cara por parte de políticos com aspirações a “carreiras políticas”? E o mesmo se passa um pouco por todo o país.
- GNR e os limites de velocidade. É também do domínio público que tirando carros muito pequenos e/ou velhos, a GNR “fecha os olhos” ás violações até 140-150 Km/h. O grave aqui, mais que esta tolerância exagerada (mas isso podemos discutir) é este ser um facto perfeitamente conhecido por todos, totalmente do domínio público. É o descrédito total.

Muitos não acreditam mas isto é tudo uma questão política……………


segunda-feira, dezembro 08, 2003

Inevitável (reflexão) - Bem sei que muitos de vocês não vão gostar deste post, especialmente os 8 que mais de perto estão a viver esta aventura comigo. De facto ainda temos 2 semanas em Maastricht (2 de vocês até têm mais) e começar já com este tipo de reflexões pode parecer prematuro, é o que me parece a mim, mas apetece-me fazê-lo pois reflecte bem o meu estado de espírito. Para além disso, é também verdade que alguns de vocês já discorreram sobre esta difícil matéria o que atesta o facto de não estar sozinho. A verdade é que a minha estadia em Maastricht está a terminar. E é significativa a confusão que atravessa os meus pensamentos. Por um lado, as saudades de Portugal, da família e dos amigos fazem-se sentir agora de uma forma que não acontecia durante os primeiros meses. É agora muito mais frequente pensar em Lisboa, projectando com frequência o dia do regresso, o Natal, a passagem de ano, o regresso à rotina. Por outro lado, parece-me evidente que serão muitas as saudades desta minha passagem por Maastricht, visto que sobre o carácter altamente positivo da estadia não resta qualquer dúvida.
Ontem falava aqui pela Internet com o meu amigo Pedro Mêda e ele dizia-me algo que alinha perfeitamente com o que tenho sentido. Ele que viveu grande parte da sua vida na Alemanha, tendo vindo para Portugal apenas aquando do ingresso no ensino superior, sabe bem o que são estas mudanças. Com efeito, dizia ele que o que sente quando por vezes regressa à Alemanha, é algo como se fosse arrancado daquela que é agora a sua realidade, a sua vida. É exactamente isso que começo a sentir agora que faltam apenas duas semanas para regressar a Portugal. A minha realidade, aquela que estranhamente, ou talvez não, se formou em apenas quatro meses, é viver pela primeira vez fora de casa dos meus pais, numa residência de estudantes, conviver diariamente com pessoas de origens tão distintas como por exemplo Hong Kong, Equador, Canadá, andar de bicicleta para todo o lado, ter o inglês como “língua oficial”, ter aulas onde não levamos com a missa de um dito erudito mas onde, pelo contrário, participamos activamente (com tudo o que de bom e mau isso tem), estar numa cidade fortemente internacional, perto da Bélgica, Alemanha e Luxemburgo, entre outras coisas. Tudo isto vai simplesmente acabar e a minha rotina vai voltar a ser semelhante àquela que era dia 27 de Agosto, ou talvez não, visto que houve várias coisas que se alteraram. No entanto, o facto de poder viver este choque (quão grande veremos) é uma das consequências mais gratificantes deste regresso à "normalidade".A possibilidade de vermos quase tudo em que acreditamos e que damos por certo em perspectiva, é algo com um valor incalculável.
A pergunta que naturalmente resulta de tudo isto: Terei mudado? Sou hoje uma pessoa diferente (se sim, muito ou pouco)? Nim e São............é algo sobre o qual pensarei com cuidado e com o devido tempo.
Cá está! Isto já é o hábito de pensar sempre em Problem Statement................

Bom, mas como esta realidade ainda não terminou, tenho muito trabalho até chegar a Lisboa............................